Play the game:
Minha história com o esporte universitário começa de um jeito bem simples e lógico: eu fui atleta universitária. Jogava futsal e era do atletismo pela faculdade — treinos no almoço, depois da aula, Integramix, Intermed, aquela sensação de representar sua faculdade que quem viveu sabe que é impossível de explicar direito.
O que eu não sabia na época, é que esse universo estava só começando para mim. Os seis anos de faculdade eram só o começo dessa trajetória dentro do esporte universitário.
Tudo começou a mudar quando em 2019 conheci o Kalil, founder e sócio do MU. Nasceu ali uma amizade e, sem eu perceber, o início do que hoje é minha rotina.
Anos depois, já médica e residente em Medicina do Esporte, eu assumi de vez o Mascote. E muita coisa começou a mudar. E mudar rápido. Uma delas foi a entrada do Mascote e minha para a CBDU — Confederação Brasileira de Desporto Universitário. O Mascote como mídia, e eu como médica.
Uma das coisas mais legais que fiz dentro da CBDU foi liderar um projeto inédito nos JUBs 2024, em Brasília: a inserção de residentes em Medicina do Esporte na estrutura de atendimento do maior evento universitário da América Latina. Médicos em formação atendendo atletas de alto rendimento na prática, com toda a complexidade que isso envolve.
Pra mim, era iniciar um ciclo extraordinário: o esporte universitário que me formou como pessoa, agora sendo o espaço onde eu ajudava a mostrar tudo isso para outros profissionais — todas as possibilidades do esporte universitário no Brasil para os residentes de medicina do esporte. Em conjunto com isso, fui indicada pela CBDU para integrar o Comitê Médico da FISU — a Federação Internacional do Esporte Universitário, presente em mais de 170 países. Passei por análise curricular e fui aceita. É um cargo de representação real: participamos de reuniões internacionais e atuamos em eventos ao redor do mundo. Estar nessa mesa, como brasileira e como mulher, é algo que eu lembro todos os dias.
No Brasil, sou também Diretora de Modalidade da FUPE, a Federação Universitária Paulista de Esporte. Um trabalho mais de organização, de estar por dentro do esporte, mas que é exatamente onde as coisas acontecem de verdade — nas quadras, mas no meu caso, literalmente na pista. E é essa trajetória que dá sentido ao Game Changers.
Essa coluna é escrita pelos sócios e gestores do Mascote Universitário. Somos aqueles que não estão olhando o esporte de fora. Estamos dentro, construindo, aprendendo e evoluindo. Fazendo o possível para levar a melhor qualidade e oportunidade para o atleta universitário. E é daqui que vamos falar sobre esporte, gestão e negócios. Sem script. Com opinião.
Bem-vindos
Own the game.
Yhasmin Redonddo
CEO Mascote Universitário

